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	<title>Rockbox &#187; entrevista</title>
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	<description>website gaúcho de rock e metal</description>
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		<title>Entrevista: Paulão, das Velhas Virgens, fala exclusivamente ao RockBox</title>
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		<pubDate>Sat, 03 Dec 2011 12:56:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>RockBox</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Entrevista exclusiva de Paulão de Carvalho, das Velhas Virgens, para o RockBox, falando sobre seu livro, o DVD da banda e mais.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Entrevista: Paulão, das Velhas Virgens, fala exclusivamente ao RockBox</strong></p>
<p>Na tarde da última quinta-feira, antes do show das<strong> Velhas Virgen</strong>s em Porto Alegre, <strong>Paulão de Carvalho</strong> realizou a sessão de autógrafos de seu livro &#8220;Na Terra Das Mulheres Sem Bunda&#8221;, e junto a Alexandre Cavalo e Roy Carlini, fez um pocket show inusitado na FNAC do Barra Shopping.</p>
<p>O <strong>RockBox</strong> dá de presente a você uma entrevista exclusiva comPaulão de Carvalho, vocalista das Velhas Virgens e recentemente escritor.</p>
<p><strong>RockBox &#8211; E aí Paulão!? Fala pra gente como surgiu essa ideia de começar a escrever e sobre o que trata o teu livro?</strong></p>
<p>Paulão &#8211; Eu comecei a escrever esse livro na minha lua de mel na Europa com a minha esposa. Como eu tenho o hábito de ir juntando tudo nas minhas viagens, como notas e anotações, quando cheguei em casa eu vi que tinha um livro pronto. Então eu tive a ideia de fazer um diário para quem quer ir pra lá e se divertir sem gastar muito. E como aconteceram coisas interessantes na viagem, o guia acabou virando uma coisa maior. Tem um lance de realismo fantástico, por causa da minha visita ao museu de cera em Londres. Mas também rolou uma treta com um cara que começou a perseguir a gente e teoricamente eu matei o cara&#8230; Mas daí só lendo o livro para saber a respostas. Eu quero apostar nessa área, pelo menos enquanto eu ainda tiver fígado pra cantar com a Velhas. Inclusive já estou preparando meu próximo livro, sobre curiosidades do mundo do rock.</p>
<div id="attachment_317" class="wp-caption aligncenter" style="width: 394px"><img class="size-full wp-image-317  " title="Pocket Show Velhas Virgens Porto Alegre RockBox por Vladimir SIlveira" src="http://www.rockbox.com.br/wp-content/uploads/2011/12/P1370724.jpg" alt="" width="384" height="288" /><p class="wp-caption-text">Foto: Vladimir SIlveira</p></div>
<p><strong>Rockbox &#8211; O que levou vocês a escolher Porto Alegre pra gravação do DVD de 25 anos das Velhas Virgens?</strong></p>
<p>Paulão &#8211; Bom, a gente dá essa resposta nos extras do DVD, mas eu falo para vocês. Como temos uma boa ligação com os fãs de Porto Alegre e conseguimos uma parceria com o pessoal da Pisca Produtora e o Bar Opinião tem uma ótima estrutura, achamos que seria um desafio a gravação aqui. Já temos dois DVDs : o primeiro foi gravado no Bexiga, em São Paulo e o segundo em Ponta Grossa no Paraná, então a gente resolveu ir descendo e tocar em Porto Alegre. O próximo DVD a gente pretende gravar na Antártida, junto com os pinguins.</p>
<p><strong>Rockbox &#8211; Como vocês conheceram o pessoal da Cartel da Cevada e de onde surgiu o convite pra participar da música &#8220;Elas Por Elas&#8221;, do primeiro CD dos caras?</strong></p>
<p style="text-align: left;">Paulão &#8211; Eles me mandaram o material deles, e eu curti para caralho! A gente recebe muito material de bandas boas, e a gente geralmente faz isso, pra ajudar as bandas boas. Hoje mesmo eu fiz uma participação com o pessoal da banda Os Horácios, daqui de Porto Alegre. E no caso da Cartel, eu gostei do peso deles, das letras em português, e a gente vem trocando figurinhas. Eu estava meio bêbado se não me engano (riso geral na sala), e o Richard Zimmer (baixista da Cartel) estava lá em São Paulo num inferninho e me deu a camiseta da banda. Quando cheguei a Porto Alegre, os guris me sequestraram e me levaram pra um sítio lá em Viamão para gravar Elas Por Elas. E quando voltamos pra gravar o DVD, o nosso produtor fonográfico não pôde vir, e precisávamos de alguém para fazer a captação do áudio e, olha que coisa louca, justamente o produtor que trabalhou na gravação com a Cartel lá no estúdio, que acabou fazendo a captação para a gente. E já que eu fiz a participação na música deles, agora vou foder com o clipe deles. Aliás, depois do show vamos para o Eclipse Studio Bar fazer a gravação. Não sei se vai ficar bom, tudo vai depender do estado alcoólico que vou estar depois do show de hoje à noite.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-316" title="Entrevista Paulão, Velhas Virgens RockBox" src="http://www.rockbox.com.br/wp-content/uploads/2011/12/P1370718.jpg" alt="" width="288" height="384" /></p>
<p>Por: Vladimir Silveira<br />
Foto: Ricardo Rother</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Entrevista Exclusiva com Hibria</title>
		<link>http://www.rockbox.com.br/entrevista-hibria-2011/</link>
		<comments>http://www.rockbox.com.br/entrevista-hibria-2011/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 06 Jun 2011 11:05:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>RockBox</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
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		<category><![CDATA[entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[Hibria]]></category>
		<category><![CDATA[metal]]></category>

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		<description><![CDATA[Em entrevista exclusiva ao RockBox, Iuri Sanson e Abel Camargo nos contaram um pouco sobre o novo álbum, a experiência no oriente, o novo show da banda e mais!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Recém chegado de uma tour asiática , o<span style="text-decoration: underline;"><strong><a href="http://www.rockbox.com.br/review-hibria-blind-ride-opiniao-porto-alegre-2011/" target="_blank"> Hibria volta a Porto Alegre</a></strong></span> com data marcada para lançar Blind Ride (seu terceiro álbum) no Opinião.</p>
<p>Em entrevista exclusiva ao RockBox, Iuri Sanson e Abel Camargo nos contaram um pouco sobre o novo álbum, a experiência no oriente, o novo show da banda e mais!</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-1108" title="max1263511452hibria_ricardo_yamamoto" src="http://www.rockbox.com.br/wp-content/uploads/2011/06/max1263511452hibria_ricardo_yamamoto.jpg" alt="" width="640" height="426" />Foto: Ricardo Yamamoto</p>
<p><strong>RockBox – Blind Ride traz afinações mais baixas, além de uma pequena alteração na formação da banda. O quanto vocês consideram o álbum diferente dos dois anteriores?</strong></p>
<p>Abel Camargo – Ele é bem diferente. A afinação foi algo natural. O início disso tudo foi quando o Diego [Kasper, guitarrista] gravou uma música com a Distraught. Eles usavam afinação mais baixa, em drop [baixando um tom apenas na 6ª corda]. Ele nos mostrou os riffs e nós achamos do caralho. Aí começamos a compor em afinação mais baixa.</p>
<p>Já existia a idéia de fazer algo mais pesado. A gente usava meio tom abaixo e baixou mais meio. É natural pra gente fazer um som mais pesado. A gente ouve som mais pesado. Tipo thrash, death…</p>
<p>Iuri Sanson – A gente também já vinha ouvindo som mais pesado. Novas influências. Lamb of God, Soilwork…E a gente viu que nosso som tava pesado mas podia sentar mais a mão. Como rolou esse lance da participação do Diego com a Distraught e a gente já queria colocar um vocal mais agressivo acabou acontecendo a partir daí.</p>
<p>Quando apareceram composições nessa linha a gente viu que esse era o caminho. Acabou acontecendo naturalmente. A gente já queria algo mais pesado e tava faltando um empurrãozinho. Quando surgiu esse lance do Diego, a gente não quis perder a característica de composição do Hibria e mesmo assim soar mais pesado.</p>
<p><strong>RockBox – E a aceitação de Blind Ride? Como está sendo?</strong></p>
<p>Abel – Acho que o melhor termômetro pra isso são os shows. A gente fez cinco shows na Ásia, passando por China, Coréia e Japão. Na China (em Shangai) tocamos em um festival ao ar livre, para 10 mil pessoas. Tínhamos um tempo reduzido e perguntamos ao pessoal se o público de lá conhecia a banda.  Nos disseram: “aqui na China vocês estão entrando no mercado agora”…</p>
<p>Iuri – Até porque o acesso deles à internet e bem restrito. Na China eles têm um “google” deles e um “youtube” deles. Facebook tu não consegue entrar.Twitter também não. Não tínhamos como postar nada lá da China. Não tem como burlar. A gente não tinha esperança de que as pessoas conhecessem nosso som.</p>
<p>Abel – Pensamos: “estamos num lugar onde vai começar agora nossa história”. Então tocamos SÓ Blind Ride, que tem essa batida mais forte e um som mais pegado. E foi espetacular!</p>
<p>Iuri – Inclusive, olhando os vídeos da câmera do Juan [manager], encontrei um que eu filmei enquanto cantava “Blinded By Faith”. Foi demais, só dava pra ver uma poeira subindo e a galera toda pulando! Do caralho!</p>
<p>Abel – O Blind Ride é um CD com coisas mais rápidas e mais pesadas. Acho que a gente conseguiu chegar em um equilíbrio de composição em que a gente consegue tocar mais solto no palco. Dá pra se sentir mais à vontade porque tecnicamente a gente não fica tão preso ao instrumento. Dá pra se movimentar mais, bangear mais.</p>
<p>Iuri – A gente pensa nas composições visando o ao vivo. E com o Blind Ride a gente tem a certeza que esse foi o melhor disco composto por nós porque nos dá mais liberdade pra fazer o show do jeito que a gente gosta: bangeando pra caralho e fazendo todo mundo participar. Isso é ótimo.</p>
<p>Sobre a aceitação a gente tem acompanhado o que a galera vem comentando em Orkut e outros sites de relacionamento apenas aquilo que eles ouviram do CD. Lá fora a gente já teve oportunidade de ver a reação da galera. Às vezes a gente via o público cantando de cabo a rabo as músicas do Blind Ride. Coisa que às vezes não se conseguia em relação aos outros dois álbuns por questão de velocidade ou altura da voz.</p>
<p><img title="Hibria_BárbaraSudbrack 04" src="http://rockbox.com.br/wp-content/uploads/2011/06/Hibria_B%C3%A1rbaraSudbrack-04.jpg" alt="" width="378" height="504" /></p>
<p><strong>RockBox – Como foi o processo de gravação do Blind Ride? Sei que parte dele foi gravada em homestudio.</strong></p>
<p>Abel – Em estúdio locado foram gravadas baterias e vozes. Baixo e guitarra gravamos em homestudio e fizemos reamping [além do som do instrumento se grava ainda um canal limpo].</p>
<p><strong>RockBox – Mixagem e masterização foram feitas onde?</strong></p>
<p>Abel – Isso foi muito importante pra sonoridade do Blind Ride. A gente queria alguém que não trabalhasse com “metal melódico”, “power metal”. Queríamos alguém que trabalhasse não só com som mais pesado, mas que fosse mais abrangente também. Mixasse Pop, Rock, Metal. Um cara com uma visão mais abrangente.</p>
<p>A gente pega álbuns muito parecidos às vezes. Bandas diferentes, mas a mixagem parecida. A gente queria algo diferente pro Blind Ride. Quem fez esse trabalho foi o William Putney, do Machine Shop, em Nova York.</p>
<p>Iuri – A gente queria algo fora do padrão.</p>
<p>Abel- …Uma mix mais “americana”.</p>
<p>Iuri – Teve também todo o processo da pré-produção. A gente gravou várias vezes baixo e guitarra até chegar ao produto final, pra enviar pra mixagem.</p>
<p>Mas com essa mix soa diferente. Parece que tá tudo pra fora. A voz, a caixa da bateria. Não fica tudo “enterrado”, com aquele monte de compressão.</p>
<p>Abel – É uma mix menos “europeia” – que é mais “molhada”. A mix americana é mais “seca” e “na cara”.</p>
<p><strong>RockBox – A distribuição nos continentes está sendo feita por quem?</strong></p>
<p>Abel – Na Ásia pela King Records, que é uma gravadora forte pra caralho no Japão. Aqui no Brasil estamos com a Voice. Estados Unidos pela Cleopatra e Europa não fechamos ainda.</p>
<p><strong>RockBox – E a Spiritual Beast?</strong></p>
<p>Abel – Não estamos mais.</p>
<p>Iuri – Surgiu a oportunidade de assinarmos com a King Records, que é uma gravadora maior.</p>
<p>Abel – Lá eles já tem uma mentalidade diferente. Tu lança o álbum e ele já vem com as datas da tour na capa, tem todo um plano pra apoiar a banda.</p>
<p>Iuri – E eles são a segunda maior gravadora do Japão. Inclusive nesse meio pop/rock eles são a maior. Agora estão começando a entrar com os dois pés na porta nesse mercado do peso. Pra nós está sendo ótimo. Estão trabalhando em cima do metal mesmo. E também é legal o lance do fã comprar o CD e já ter ali as datas, além das promoções em revistas…</p>
<p><strong>RockBox –  A banda está lançando um videoclip de “Shoot Me Down”. Por que a escolha desta música? Pode-se dizer que ela é um “single” do novo álbum?</strong></p>
<p>Abel – Não. Na verdade a gente só escolheu ela pra abrir os trabalhos porque “Shoot Me Down” tinha uma temática legal pra idéia do vídeo, da performance ao vivo, mais crua e direta. Pra mostrar o lado do ao vivo, batendo cabeça.</p>
<p>Iuri – Quando a gente estava com a primeira música (Nonconforming Mind), a gente queria testar ela ao vivo. E se for pra dar a chance pra algum lugar, certamente é pra Porto Alegre. A gente tocou essa música no ano passado, no Drakkar, sabendo como é o público daqui, exigente pra caramba…E como a gente queria fazer um clip com uma música em drop C, ficou a dúvida entre a Nonconforming e a Shoot Me Down.</p>
<p>Mas como a Nonconforming já é privilegiada por ser a primeira do CD, logo depois da intro, então escolhemos a Shoot Me Down.</p>
<p><strong>RockBox – E há possibilidade de outro vídeo?</strong></p>
<p>Abel – Estamos estudando a possibilidade sim.</p>
<p>Iuri – Vamos fazer, mas não vamos falar qual música!!</p>
<p>(risos)</p>
<p><strong>RockBox – A última música do álbum é um cover de ninguém menos do que Frank Sinatra. Como a banda viabilizou a gravação, em relação aos direitos? E quem fez essa escolha?</strong></p>
<p>Iuri – Grava e passa a bola pra gravadora!!</p>
<p>(risos)</p>
<p>Abel – A ideia foi do Diego. Ele tinha ideias de gravar um cover. Começou a procurar, achou essa. Gostou da letra da música. Tinha a ver com</p>
<p>a história que a gente estava trabalhando. Gostou da melodia também.</p>
<p>E começou a trabalhar.</p>
<p>Uma coisa engraçada foi que ele começou a arranjar a música e fez todas as partes. Ele mesmo cantou.</p>
<p>Iuri – Ficou do caralho, cara!</p>
<p>Abel – A gente queria que ele gravasse os vocais. Mas acabou não rolando.</p>
<p>Iuri – Ele me mandou por e-mail. Perguntou: “O que tu acha dessa versão aqui?”. Eu perguntei de onde ele tinha tirado, que banda era. Não tinha reconhecido a voz dele. Ficou muito bom!</p>
<p>Aí eu perguntei porque ele mesmo não gravava. Ele me disse: “Demorei duas semanas pra gravar isso. Cada vez que eu cantava, perdia a voz”.</p>
<p>(risos)</p>
<p><img title="Hibria capa 2011" src="http://rockbox.com.br/wp-content/uploads/2011/06/Hibria-capa-2011.jpg" alt="" width="320" height="320" /></p>
<p><strong>RockBox – O retorno de vocês a Ásia foi logo após uma época bastante difícil para os japoneses. Que resquícios das tragédias vocês encontraram por lá?</strong></p>
<p>Abel – Quando a gente chegou lá, eu entrei no quarto, notei algo. Depois entrei nos quartos dos caras, a mesma coisa. Os quadros tortos na parede. “Isso não é decoração”, eu pensei. O Eduardo chegou e disse “cara, isso é de terremoto”.</p>
<p>Iuri – Eu entrei no quarto e notei que tava torto. Uma angulação pequena, mas que se notava. Aí comentamos que só poderia ser do terremoto. Mas só aí pra nos ligarmos, porque andando na rua não se nota nada. É meio da cultura deles. Não tem uma pedra no chão, as ruas são limpas. Se vê mais o reflexo econômico do que físico.</p>
<p><strong>RockBox – E o reflexo comportamental?</strong></p>
<p>Iuri – Nos hotéis diziam pra racionar água, não demorar no banho, desligar a luz. Ar condicionado também. A gente chegou numa época que Tokyo (que era abastecida por Fukushima) estava tendo todo esse problema de energia. Mas eles já estão contornando o problema. Duas semanas antes de a gente chegar lá, tava tendo blackout. “De tal hora a tal hora vai faltar luz na tua cidade. Te vira”. Os caras tinham que se programar. Era foda.</p>
<p>E quando chegamos, passamos por um bairro cheio de eletrônicos. Mas tudo aceso.</p>
<p>Sem falar na Tokyo Tower. O Eduardo que é mais ligado em tecnologia notou que a ponta da torre tava um pouco torta e estava afetando sinais de TV e tal.</p>
<p>Mas pouca coisa. A gente nem teria reparado.</p>
<p>Abel – Mas tem terremoto direto. Tremores pequenos, mas tem. No dia que a gente estava lá, rolou um, mas só ficamos sabendo porque nos falaram.</p>
<p><strong>RockBox – O que vocês viram, principalmente na China, de mais diferente e bizarro?</strong></p>
<p>Abel – Bizarro é tu chegar na China, pra tomar café (que é quase um almoço, muita comida, um banquete!). E aí tu sente aquele cheiro encardido. Aí tu começa a olhar o rango. O rango te olha torto. Tu olha torto pro rango. Aí tu vai no pão, no ovo, no arroz, na massa…Aí tu tem que beber algo. O Eduardo pegou um copo de suco de laranja. O suco tava quente! Eu disse: “não vou tomar suco quente”…</p>
<p>Iuri – Quente de aquecido! Não era temperatura ambiente, fora do gelo.</p>
<p>(risos)</p>
<p>Abel – Tinha uma jarra com leite. Servi um quarto de copo. Tomei, não tava ruim. Beleza, voltei pra mesa. Aí o Eduardo olha pro meu copo e me pergunta: “Cara, tu te ligou de onde vem esse leite?”. Eu disse que não. Já me deu uns quinze tipos de medo. Ele falou: “Então, na próxima rodada, dá uma olhada ali do lado da mesa”.</p>
<p>Fui pra segunda rodada, passei a mesa, olhei…Um balde de lavar roupa! E o leite ali, borbulhando. Quentinho…Saindo fumaça. Num balde de lavar roupa!!</p>
<p>(risos)</p>
<p>Iuri – Shangai foi um capítulo à parte. Além de ser a nossa primeira visita, lá é um mix de tecnologia com antiguidade. Cada prédio tem uma iluminação específica, luzes que sobem e descem, é uma loucura. Mas com relação a higiene, é meio foda. Num restaurante, a mesa que tu senta é limpinha, mas no banheiro tu pode encontrar o chinelo do funcionário ali, patente mal lavada. Meio punk. Aí tu pensa: “Uma cultura que tá aí há muitos mil anos e estão firmes e fortes”.</p>
<p>(risos)</p>
<p>Iuri – A parte mais marcante foi essa. Contraste de tecnologia com…Falta de higiene.</p>
<p>(risos)</p>
<p><img title="Hibria 2009 - Bárbara Sudbrack" src="http://rockbox.com.br/wp-content/uploads/2011/06/DSC07091-2.jpg" alt="" width="448" height="336" /></p>
<p><strong>RockBox – O comportamento dos fãs é muito diferente daqui?</strong></p>
<p>Iuri – Sim. Aqui no Brasil a característica da população é aquela mais quente, calorosa. A galera vem e te dá um abraço. Lá tu tem o contato com o fã, mas é um contato visual e verbal. No Japão a gente chegou em Osaka, pegou a van e no hotel já tinha uma galera esperando. Mas eles não vem e encostam em ti. Eles perguntam se tu te importaria em tirar uma foto, se tu aceitaria o presente que eles têm pra te dar.</p>
<p><strong>RockBox – Isso aconteceu em Shangai também?</strong></p>
<p>Iuri – Não, lá não.Só depois do show o pessoal veio falar com a gente, rolou uma sessão de autógrafos.</p>
<p><strong>RockBox – E a comunicação lá? Como é a questão do inglês?</strong></p>
<p>Iuri – Muito pouca gente fala. Inclusive o cara que nos acompanhava não era chinês. Era de Taiwan. Falava inglês muito bem. A equipe que nos acompanhou é que foi complicada. A gente precisava de um tradutor. O básico, tipo “sign here”, “photo”, isso o pessoal fala. Mas a parte técnica foi bem complicada.</p>
<p><strong>RockBox – Não chega um momento em que bate um certo desespero? Uma banda em um país com uma língua completamente diferente, com essa barreira do inglês e sem entender absolutamente nada do que está escrito?</strong></p>
<p>(risos)</p>
<p>Abel – É…Por exemplo: um dia, em Nagoya, nos separamos. Eu, o Diego e o Benhur fomos pra Ibanez e voltamos com fome. Saímos pra comer, eu e o Benhur. Não tinha nada que a gente pudesse ler. Não tinha uma foto pra ver que porra de comida tinha lá. A gente caminhou pra caralho e não achou nada em inglês! Numa loja de conveniência tinha um pãozinho com uma massa dentro. Coisa bizarra!</p>
<p>Iuri- A gente deu sorte. Eu, o Eduardo e o Juan saímos caminhando enquanto eles estavam na Ibanez e comemos em um restaurante que se chamava “Pasta de Cocô”. E foi um dos melhores rangos que a gente fez!</p>
<p><strong>RockBox – Opa! Como é que se escrevia isso??</strong></p>
<p>Iuri – PASTA DE COCÔ. Tá, não tinha acento. Agora não sei. Pasta de coco, de cocô…</p>
<p>(risos)</p>
<p>Iuri – Era um restaurante só de massas. Agora porque esse nome eu não sei. O cara que nos atendeu era o mesmo que atendia e cozinhava. Ele não falava nada de inglês. Apontava as imagens e sinalizava. A gente falava “big”, “small”, “pepper”. Quando vê o cara te traz um pratão enorme. Espetacular!</p>
<p><strong>RockBox – Como foi o contato com a Base 2, que também trabalha como bandas como Sepultura e Angra?</strong></p>
<p>Abel – A gente já tinha algum contato com o Juan, anteriormente à Base 02. Era um contato do Marco. Já tínhamos um relacionamento iniciado e foi meio que uma transição, na saída do Marco.</p>
<p>Iuri – E aí pintou a abertura do Metallica. Aí começamos a trocar umas idéias com a Monica Cavalera, que também faz parte da Base 02. Com esse show a gente começou a fazer contatos e o relacionamento começou a crescer até fecharmos contrato. O Juan tinha bastante interesse em trabalhar com a gente.</p>
<p><strong>RockBox – Tour europeia, por enquanto não?</strong></p>
<p>Abel – Por enquanto não, mas há planos para o ano que vem.</p>
<p><img title="HIBRIA - Guto Maas" src="http://rockbox.com.br/wp-content/uploads/2011/06/IMG_6672_HIBRIA.jpg" alt="" width="473" height="315" /></p>
<p><strong>RockBox – O Abel, o Diego e o Benhur agora são endorsers da Ibanez. Como foi esta parceria?</strong></p>
<p>Abel – Foi uma coisa legal pra caralho. A gente gravou DVDs pra Young Guitar. Um no Japão, em 2009 e outro aqui, que saiu em fevereiro. E nós gravamos com Ibanez. Já tínhamos Ibanez, curtimos a marca mesmo, há tempos. Somos muito fãs de Paul Gilbert, Steve Vai…E os caras da Ibanez viram o DVD e acharam legal. Acabamos “encontrando” com a Ibanez. Caminho natural. Eles viram que a gente gostava e usava espontaneamente então acabou rolando o apoio.</p>
<p><strong>RockBox – Já faz um ano que o Benhur está no Hibria. Como foi a seleção dele?</strong></p>
<p>Abel – Eu não sei qual é a imagem que as pessoas têm da gente, mas tentamos ser ao máximo uma banda reservada. Sem concursos pra escolher alguém. Se tem que resolver algo, é melhor sentar com a banda e resolver. A partir disso a gente pensou em possibilidades. Caras que pudessem tocar o que já foi composto e acrescentasse na banda. E que encarasse a coisa como um todo: ensaiar, compor, viajar…</p>
<p>Pensamos em alguns nomes e chegamos ao Benhur.</p>
<p>Iuri – E como o Abel falou, sobre a questão interna: a ÚLTIMA coisa que a gente pensou foi em abrir pra mandar material e fazer testes do tipo “você quer ser o baixista do Hibria?”.</p>
<p>Então a gente conhecia algumas pessoas e quando o Benhur chegou, no primeiro ensaio, a galera já se enturmou. O cara chegou, conversou, deu risada com a gente, tocou bem. Tudo isso conta. Foi super natural a escolha dele.</p>
<p>Abel – Ele já conhecia a banda e já curtia.</p>
<p><strong>RockBox – Chamem a galera para o show do dia 13 de julho.</strong></p>
<p>Iuri – Estamos no pique dos shows da Ásia ainda. Faz uma semana que chegamos. Então, agora que já estamos readaptados com o fuso, vamos começar a ensaiar de novo. Nos preparamos forte pra mostrar não só o novo trabalho mas o novo show do Hibria. Vamos dar continuidade a isso no show de Porto Alegre. E ainda vai ter um algo a mais!</p>
<p>A gente vai mostrar exatamente o mesmo show de Tokyo, no qual gravamos o DVD da banda, mais esse bônus!</p>
<p>Por: Murilo Bittencurt</p>
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		<title>Entrevista: Anti-Flag no Brasil</title>
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		<pubDate>Mon, 21 Mar 2011 17:32:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>RockBox</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Alguns dias antes do Anti-Flag chegar à capital gaúcha, Chris #2 respondeu algumas perguntas, ementrevista exclusiva ao RockBox.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Alguns dias antes do<strong> Anti-Flag chegar à capital gaúcha,</strong> Chris #2 respondeu algumas perguntas, ementrevista exclusiva ao RockBox, sobre o novo disco, a turnê, guerras e mais. Confira:</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1131" title="Symbol-anti-flag-524656_300_287" src="http://www.rockbox.com.br/wp-content/uploads/2011/03/Symbol-anti-flag-524656_300_287.jpg" alt="" width="300" height="287" /></p>
<p><strong>RockBox: Olá! É a primeira vez que o Anti-Flag vem ao Brasil. Uqis são as espectativas para as apresentações? E o que vocês pensam sobre este país?</strong></p>
<p><strong>Chris2:</strong> Na verdade nós não temos espectativas. Nós ouvimos coisas maravilhosas dos nossos amigos que já fizeram turnês pela América do Sul antes de nós. Nós estamos realmente impressionados que as pessoas conhessem o Anti-Flag no Brasil. Nós mal podemos esperar para ver o que nos aguarda!</p>
<p><strong>RB: O Anti-Flag é uma banda muito ativa politicamente. Vendo o que está acontecendo no Japão, o que vocês pensam sobre energia nuclear? É um dos tipos de energias mais limpos, não polui, mas também é muito perigoso…</strong></p>
<p><strong>Chris2: </strong>Nós não acreditamos que esta seja uma solução viável. Estamos em 2011, nós deveríamos usar a nossa tecnologia e recursos para desenvolver novas formas.</p>
<p><strong>RB: O que vocês pensam sobre a crise política na Líbia? Vocês são a favor da intervenção de outros países na situação deles?</strong></p>
<p><strong>Chris2:</strong> Eu não acredito que uma outra guerra no Oriente Médio seja o que precisamos agora.</p>
<p><strong>RB: Uma vez eu li uma entrevista onde o Pat Thetic disse ser contra a indústria do fumo e do tabaco. Aqui no Brasil recentemente nós temos normas que proíbem cigarros em locais fechados, o que vocês pensam sobre isso?</strong></p>
<p><strong>Chris2: </strong>Nós acreditamos que as pessoas devem poder tomar suas próprias decisões sobre fumar ou não. Porém, está muito claro que faz mal para a saúde. Eu penso que locais e restaurantes devem ser livres da fumaça de cigarro, é muito mais seguro e muito mais amigável…</p>
<p><strong>RB: Vocês lançaram seu último trabalho em 2009, o álbum “The People Or The Gun”. Eu fiquei sabendo que vocês estão escrevendo novas músicas! Vocês têm planos de lançar este material  em breve?</strong></p>
<p><strong>Chris2: </strong>Nós ainda estamos escrevendo. Na esperança de escrever quantas canções forem possíveis,  até que tenhamos um bom material para gravar. Não terminaremos até termos certeza que temos o melhor que podemos fazer!</p>
<p><strong>RB: Muito obrigada e nos vemos no show em Porto Alegre!</strong></p>
<p><strong>Chris2:</strong> Obrigado!</p>
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		<title>Entrevista: Hangar</title>
		<link>http://www.rockbox.com.br/entrevista-hangar-2010/</link>
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		<pubDate>Fri, 02 Apr 2010 16:43:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>RockBox</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[Aquiles Priester]]></category>
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		<category><![CDATA[Hangar]]></category>
		<category><![CDATA[metal]]></category>
		<category><![CDATA[Porto Alegre]]></category>
		<category><![CDATA[Revolution Pub]]></category>

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		<description><![CDATA[Solícitos e atenciosos, os músicos concederam ao RockBox uma entrevista logo após a passagem de som no Revolution Music Pub. Confira!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><span style="text-decoration: underline;"><a href="http://www.rockbox.com.br/show-hangar-novo-cd-porto-alegre-2010/" target="_blank">Na última quinta-feira, 1º de Abril, a Hangar lançou em Porto Alegre o seu mais novo álbum, Infallible.</a></span><br />
Solícitos e atenciosos, os músicos concederam ao RockBox uma entrevista logo após a passagem de som no Revolution Music Pub. Confira!</strong></p>
<p><strong><img class="aligncenter size-full wp-image-1081" title="Hangar 2010" src="http://www.rockbox.com.br/wp-content/uploads/2012/01/Hangar-2010.jpg" alt="" width="531" height="391" /></strong></p>
<p><strong>RockBox – Sobre o álbum novo: Na opinião de vocês, Infallible é muito diferente dos álbuns anteriores? Poderiam traçar um comparativo com o álbum anterior?</strong></p>
<p>Fábio Laguna – O álbum anterior, em relação a esse, foi diferente em todas as etapas. O anterior demoramos 2 anos e meio, 3 anos, pra fazer. Dessa vez levamos 4 meses. Então ele é diferente porque retrata muito mais o que a banda é no momento, o que é agora. É um álbum que a gente ainda está assimilando, pela velocidade que ele foi feito.</p>
<p>A gente fez um álbum como ele deve ser feito mesmo: pré-produção, ensaio, gravação, clipe, orçamento…E a banda inteira junta, em estúdio. O álbum anterior foi mais por etapas porque dependia de agenda de outros projetos de cada membro da banda. Outra diferença é que o The Reason of Your Conviction era um álbum conceitual, tinha um clima mais tenso, as letras eram mais “pesadas”. Nesse álbum novo isso também mudou. A gente colocou nas letras mensagens positivas. Deixamos as nossas influências fluírem, sem se prender em “ah, vamos fazer pesado”, simplesmente deixamos fluir.</p>
<p><strong>RockBox –  E esses 4 meses, que parecem pouco tempo, influenciaram positivamente no processo todo, fazendo com que a banda lançasse um material com essa energia atual, da formação nova?</strong></p>
<p>Humberto Sobrinho –  Sim, sim. Conforme o Fábio falou, estava todo mundo junto. Isso por si só já dá velocidade a todo o processo. Como antes era cada um em um lugar e cada um dependendo do outro, era mais complicado.</p>
<p>Aquiles Priester – Antes também tinha uma coisa que era engraçada. A gente fazia as coisas por etapas. O Mello e o Matinez faziam as coisas aqui, daí levavam pra São Paulo. Aí eu mexia um pouco. Depois levavam pra Mococa, o Fábio mexia um pouco…Então não tava todo mundo junto pra lapidar aquilo juntos e no final falar: “isso aqui representa o que todo mundo quer”.</p>
<p>Então dessa vez foi muito mais objetivo. A gente acabava as músicas e não tinha aquela coisa de “ah, essa parte aqui tá estranha”. Quando gravamos elas era porque já estavam muito definidas. Antes a gente gravava as músicas mas não estava mais ouvindo elas. Depois de gravar todas a gente voltava a mexer na primeira música. Aí a gente tinha uma visão um pouco mais fria.</p>
<p>Fábio – E quatro meses podem parecer pouco. Mas foram quatro meses mesmo, inteiros, seguidos, trabalhando desde a hora que acordava até a hora de dormir, só trabalhando no disco, todo mundo, sem final de semana nem nada. Talvez nos 3 anos do disco anterior tenhamos trabalhado menos do que nesse disco, porque foram quatro meses intensos.</p>
<p><strong>RockBox –  O trabalho de vocês com o Angra também influenciava nisso, não? O tempo era dividido entre duas bandas.</strong></p>
<p>Aquiles: Sim. E naquela época também os integrantes não estavam trabalhando somente com bandas…</p>
<p><strong>RockBox – Workshops, aulas?</strong></p>
<p>Aquiles: Não, outros empregos mesmo!</p>
<p><strong>RockBox – “Jobs”?</strong></p>
<p>Risos</p>
<p>Aquiles –  Exatamente! A gente tinha outros trabalhos paralelamente à banda.</p>
<p><strong>RockBox – Ainda sobre o Infallible, alguns fãs comentam que o álbum é muito leve ou que tenha muitas baladas. Como vocês recebem isso?</strong></p>
<p>Humberto –  Como você disse: alguns. Acho que a maioria captou o que a gente queria passar. Música honesta, verdadeira. Sem se preocupar com um estilo B ou C, contanto que fosse música boa.</p>
<p>Aquiles – O álbum tem duas baladas. Eu acho que o fã de metal é exigente demais, então ele às vezes, associa a música de uma banda de metal a distorção. Nós temos músicas que chamam de baladas porque não tem guitarra distorcida ou pedal duplo, mas é uma música extremamente progressiva.</p>
<p>Mas esse tipo de coisa a gente acha legal, mostra que a banda está tendo algum significado. Ia ser muito ruim se a gente lançasse um disco e ninguém falasse nada dele. A gente prefere que as pessoas falem.</p>
<p>Eduardo Martinez –  Eu ouvi isso agora, pela primeira vez. Nós temos um show acústico. Sem distorção em nenhum momento. Essas músicas poderiam facilmente ter esse aspecto musical, com esse processo de rearranjar músicas pesadas e de compor no violão também, e depois agregar distorção e as levadas características. Então as músicas sempre podem ter mais de uma versão. A gente encontrou algumas músicas que nasceram acústicam e ficaram um pouco mais elétricas. Quem tem visto o show acústico tem entendido.</p>
<p>Fábio –  E o processo mais rotineiro de se compor é com o violão. Uma música nasce como uma balada, com uma boa melodia e harmonia. Depois que vai se colocar distorção, pedal duplo, milhões de notas e andamentos. A música tem que ser boa na essência. Talvez seja isso que as pessoas que “reclamam” não percebam. Se tirar tudo o que tiver de compressão, distorção e tudo mais, ainda vai ser uma música boa.</p>
<p>Humberto –  Ninguém consegue agradar 100%, mas se a maioria gostou, então acho que fizemos a coisa certa. Seria ruim se fosse o inverso. Aí teríamos feito um disco ruim.</p>
<p>Aquiles –  Mas vocês vão ver que ao vivo as músicas soam muito pesadas. E uma preocupação grande que a gente tem é com a qualidade da performance ao vivo. A gente não grava nada que não dê pra fazer ao vivo. A gente procura não encher de arranjo, um monte de voz, pra que quando a gente toque a música não soe “pequena”. Nossa ideia é ser uma banda de estúdio que seja boa ao vivo.</p>
<p><strong>RockBox – Isso foi possível notar durante a passagem de som. A banda reproduz exatamente o que está no CD.</strong></p>
<p>Humberto – Sim. A pessoa que compra o disco quer ouvir ao vivo exatamente aquilo que ela ouve no disco. E nós temos muita preocupação com isso.</p>
<p>Martinez –  O Humberto é muito responsável por isso, porque ele consegue interpretar esse tipo de música de uma maneira que a gente se sinta bem. Passa bem nos andamentos lentos, tem a voz que a gente queria pra fazer esse tipo de música.</p>
<p><strong>RockBox – O Humberto é natural de Recife e a banda tem membros de vários lugares. Onde é que vocês estão residindo no momento?</strong></p>
<p>Aquiles –  Dentro de um ônibius! A nossa casa é um ônibus!</p>
<p>Risos gerais</p>
<p><strong>RockBox –  Como foi a entrada do Humberto, a escolha definitiva?</strong></p>
<p>Nando Mello – Foi fácil e foi difícil. Depende do ponto de vista. Difícil porque eu tive que ouvir 147 pessoas que mandaram material pro nosso e-mail e foi complicado. Em compensação, quando o Humberto mandou o material dele, tive certeza quase absoluta de que a única dificuldade que teríamos seria a de conhecê-lo pessoalmente. Um “louco” que morava em Manaus, querendo entrar em uma banda em que dois moram em São Paulo e dois moram no Rio Grande do Sul. Mas ele provou ser esse “louco” e está aí, como a melhor escolha, muito acima dos outros 146 que nos enviaram materiais.</p>
<p><strong>RockBox – Infallible teve várias participações. O que não era comum nos álbuns anteriores da Hangar. Uma dessas participações é do Roupa Nova, o que era inimaginável até então. Como foi o convite?</strong></p>
<p><strong>Nota: Em Infallible a Hangar gravou “Mais uma vez” de Renato Russo, com participações vocais da banda Roupa Nova.</strong></p>
<p>Aquiles – Quando a gente gravou um show acústico em São Paulo, a gente tinha pensado em chamar o batera deles, o Serginho Herval, pra cantar uma música (essa que eles participaram agora) Devido à agenda não deu certo. Mas a gente começou a tocar aquela música ali ao vivo, em todos os acústicos, porque tinha a ver com o momento da banda. E quando a gente foi escolher um cover pra gravar, pensamos nessa música e foi meio que unânime. É uma música legal porque tem uma mensagem boa.</p>
<p>Tinha a ver com a gente. A gente chegou a um ponto de a banda passar de um projeto de dois integrantes de uma outra banda a uma banda que quando lançou The Reason Of Your Conviction entrou em todas as votações de melhores do ano, melhor banda, melhor disco, melhor show, melhores instrumentistas…A gente viu ali que poderia tentar uma coisa diferente dessa vez. Enquanto a gente estava fazendo aquela música, teve aquele insight e eu entrei em contato com o Serginho e ele falou:</p>
<p>“Olha, nós não costumamos fazer participações individuais. Só a banda inteira. Eu posso levar pros caras ouvirem, se eles acharem que é legal, a gente grava. Se não, desculpem, mas não posso quebrar uma regra da banda”.</p>
<p>Felizmente eles gostaram demais. E essa foi a primeira música que a gente finalizou, pra poder mandar pros caras. Aí eles gravaram as vozes e aí acompanharam um pouco a mixagem, mandava pra eles…Eles opinavam:”pô, quem sabe não faz isso na guitarra, coloca isso na batera”…Então eles tiveram uma participação na mixagem dessa música. A gente fez com que ficasse bem do agrado deles.</p>
<p><strong>RockBox – No site da Hangar aparece um novo selo (Dynamo). A Hangar ainda trabalha com a Spiritual Beast? A Dynamo lança os materiais no Brasil?</strong></p>
<p><strong><br />
</strong></p>
<p>Aquiles – Ainda trabalhamos com a Spiritual Beast (Japão). A Dynamo é brasileira. E no dia 30 de abril o álbum sai na Europa pela Mig Music, que é uma subdivisão da SPV Records.</p>
<p><strong>RockBox – Na opinião de vocês a cena metal atual tem evoluído ou decaído? E para a Hangar, como vão as coisas?</strong></p>
<p>Aquiles – Eu acho que as pessoas estão mais seletas, inteligentes. Elas não caem mais naquela velha e boa pegadinha da banda que faz um bom disco, mas que é ruim ao vivo. As pessoas acabam gostando mesmo é de música boa. Como é que você explica num mesmo dia, dois shows de bandas grandes aqui, como Dream Theater e Guns N’ Roses, os dois muito bem de público?</p>
<p>Significa que as pessoas vão onde acham que vale a pena. Então nosso objetivo com esse disco é proporcionar isso…Logicamente tivemos uma quebra de força quando tivemos que mudar de formação antes de fazer esse disco, mas no disco anterior não tínhamos a estrutura pra fazer shows que temos hoje. É uma estrutura inteiramente nossa, a gente não depende de ninguém pra fazer um show hoje. Com certeza essa vai ser a tour que a banda mais vai tocar. A gente vai querer realmente que as pessoas vejam o poder da banda ao vivo, pra expor a banda e pra mostrar bem as músicas do novo disco.</p>
<p><strong>RockBox – Quanto às datas: vocês tocam hoje aqui em Porto Alegre, amanhã em Ijui, e depois disso, há mais datas?</strong></p>
<p>Aquiles – Já tem outras marcadas. Em maio a gente toca na Virada Cultural, junto com o Sepultura.</p>
<p>Fábio – Tem datas em SC também…Criciúma, Brusque…</p>
<p><strong>RockBox – Planos de tour europeia e asiática?</strong></p>
<p>Aquiles – Tudo depende de como vai ser a aceitação do nosso disco por lá. Fica muito mais fácil se você tem agenda na Europa e no Japão. Pra ir só pra um deles, às vezes, não vale à pena, financeiramente falando. Mas o legal é que essa gravadora nova, europeia, está acreditando muito na banda, gostaram muito do disco e estão injetando muita força na Hangar.</p>
<p><strong>RockBox – Que bandas da cena atual vocês gostam?</strong></p>
<p>Martinez – Eu tenho tocado muito Freakeys pra ver se eu lembro das músicas, ultimamente.</p>
<p>Fábio – Eu tenho ouvido Stuck Mojo, Haunted…</p>
<p>Aquiles – Eu ouço muito Porcupine Tree, ultimamente.</p>
<p>Fábio – Fora do metal também gosto de muita coisa. Mars Volta, por exemplo. Perfect Circle, Chroma Key…</p>
<p>Nando – Firewind, gosto bastante.</p>
<p>Aquiles – Tem uma banda nova, de São Paulo, que as pessoas vão ouvir falar muito rápido. O nome é Melhor Não Misturar as Coisas.</p>
<p>Risos gerais por parte de todos</p>
<p>Aquiles – Sério, é uma loucura! Os caras cantam em português, inglês, japonês…E vários estilos…É loucura! Guardem esse nome!</p>
<p><strong>RockBox – E o show dessa noite? Vocês tem percebido alguma movimentação dos fãs de Porto Alegre?</strong></p>
<p>Aquiles – A gente quer ver daqui a pouco!</p>
<p>Risos</p>
<p>Nando – Se tivesse perguntando sobre Recife, Rio de Janeiro, São Paulo, já saberíamos responder, mas aqui na “Pátria Mãe” não sabemos nada ainda.</p>
<p>Aquiles – A gente até resolveu fazer o primeiro show dessa tour nova no lugar onde a gente ficava maior parte do tempo ensaiando. Porque a gente ficava muito tempo só ensaiando aqui em Porto Alegre, sem show. Então é legal começar aqui, com estrutura nova, ônibus novo…Uma forma de nos aproximar um pouco mais dos gaúchos. Porque somos uma banda gaúcha e fazemos sempre questão de falar que somos. A banda começou num quartinho lá no Parque dos Maias. Passamos muitos anos ali. Tudo que acontece hoje, já pensávamos naquela época. Só achávamos que ia ser um pouco mais rápido.</p>
<p>Nando – Tem bandas que tocam só em um local, e já têm seu público, e aí acaba ficando confortável demais, tanto que elas acabam nem saindo daquele lugar. Nós estamos fazendo o caminho inverso: temos tocado bastante fora, sabemos o público que temos fora daqui, e agora vamos testar hoje se esse trabalho está surtindo efeito.</p>
<p><strong>RockBox – Pra encerrar: Humberto, como está sendo pra você a recepção do público e essa experiência de assumir os vocais da Hangar?</strong></p>
<p>Humberto – O Hangar é uma banda de fãs hiper apaixonados. Estou sendo muito bem recebido, tanto por quem já me conhecia de bandas anteriores quanto por quem não me conhecia. Eu estou super feliz com isso. Quando você entra numa banda, você entra pisando em ovos, pela questão do público, que são pessoas exigentes. O público de metal hoje é bem seleto, preocupado com a questão da qualidade. E eu tenho sido muito bem recebido. Fico super feliz, acho que nada melhor do que ver as pessoas apoiando aquilo que você está fazendo. É um sinal de reconhecimento muito grande pra mim.</p>
<p><strong>Links:</strong></p>
<p><strong><a title="Hangar" href="http://www.hangar.mus.br/" target="_blank">Site Oficial</a></strong></p>
<p><strong><a title="Hangar Youtube" href="http://www.youtube.com/user/hangarofficial" target="_blank">Canal da Hangar no Youtube</a></strong></p>
<p>Por: Murilo Bittencourt<br />
Foto:<span style="text-decoration: underline;"><strong><a href="http://www.flickr.com/barbarasudbrack" target="_blank"> Bárbara Sudbrack</a></strong></span></p>
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